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O e-commerce brasileiro enfrenta nova fase: fidelização e eficiência superam volume

Após anos de crescimento acelerado, o comércio eletrônico no Brasil vive um ponto de inflexão. A expansão continua, mas já não basta acumular usuários: o verdadeiro desafio é transformar volume em valor por meio de fidelização e eficiência.

O State of E-commerce App Marketing 2025, da AppsFlyer, mostra que só em novembro de 2024 o remarketing no país saltou 330%. O dado sinaliza que o custo de reconquistar clientes se tornou central, já que perder usuários é mais fácil — e mais caro — do que adquiri-los. Globalmente, o gasto com reengajamento já é 3,5 vezes maior que o de aquisição, consolidando a mudança de foco.

Android perde força, iOS avança

A monetização também revela contrastes. Usuários de iOS compram 39% mais rápido e têm 68% mais chances de recompra, enquanto o Android, ainda líder em downloads no Brasil, viu sua receita cair 28% em 2025. A distância entre aquisição e geração real de valor pressiona marcas a reverem prioridades.

Crescimento sazonal não significa estabilidade

Durante as festas de fim de ano, as instalações pagas cresceram 155%, com destaque para o avanço de 481% no iOS em novembro. No entanto, especialistas alertam: esses picos refletem apenas realocação de orçamento em meio à instabilidade econômica e regulatória — e não uma base sólida de crescimento.

Web-to-app e fraude digital entram em foco

Outro movimento estratégico é o web-to-app, que cresceu mais de 70% globalmente entre o fim de 2024 e o início de 2025. Levar o consumidor do navegador para dentro do aplicativo se mostra decisivo para retenção e recorrência.

Mas o avanço do setor também atrai riscos. A fraude digital colocou US$ 1 bilhão em risco em 2024. Enquanto as taxas caíram no iOS (de 30,1% para 25,9%), subiram no Android (de 9,4% para 10,5%). A tendência pressiona empresas a investir em soluções de segurança baseadas em inteligência artificial.

O recado do mercado

O estudo aponta que não há mais espaço para ingenuidade: decisões rápidas, baseadas em dados e adaptadas ao contexto local são essenciais para competir. Quem continuar tratando aquisição apenas como corrida por números corre o risco de perder espaço em um mercado cada vez mais disputado.

Fonte: Ecommerce Brasil